Remineralização dos solos e alimentos

Conceitos, trabalhos e depoimentos


O Basalto e a Remineralização dos Solos e dos Alimentos no Brasil

Apresentação:

. autor: Eng. Agr. Carlos Cristan

Há cerca de cinco anos atrás escrevi um artigo com o título de “Basalto Agrícola”,
relatando as observações de campo sobre os efeitos da aplicação do pó de basalto na agricultura brasileira
o qual foi publicado nos sites Só Citrus e da Remineralize The Earth.

Durante esse período que passou, continuei os estudos e observações de forma mais aprofundada da aplicação do pó de basalto,
e aqui venho apresentar os novos resultados e as novas conclusões.

Quero deixar claro que sou apenas um engenheiro agrônomo preocupado em resolver problemas práticos do campo,
e o que aqui apresento são resultados de observações em plantações e pomares de fazendas e sítios,
feitas com recursos próprios e sem rigores estatísticos,
porém sem deixar a seriedade de lado.

Creio que a pesquisa oficial de órgãos acadêmicos é bem vinda e fundamental para a comprovação efetiva de tais resultados nas culturas
aqui apresentadas e em diversas outras culturas para a ampliação do conhecimento.

Aqui no Brasil os benefícios da utilização do pó de basalto são reconhecidos por praticamente todas as linhas ideológicas
da chamada Agricultura Orgânica, e o objetivo deste trabalho é possibilitar também o uso do basalto na agricultura convencional de larga escala,
de forma que primeiramente os produtores agrícolas sejam beneficiados na recuperação de seus solos degradados com baixos custos,
com a melhoria da saúde e resistencia ao stress de suas plantas, e logo de imediato, um número maior de consumidores sejam beneficiados
através dos alimentos remineralizados em seus pratos.

Vou relatar então alguns casos dos muitos que presenciei sobre a aplicação do pó de basalto, porém antes de iniciar a exposição desses casos quero dizer que desde de 1992 venho analisando a composição química de um grande número de jazidas no Brasil, e cada uma delas apresenta composições químicas diferentes, pois o basalto como rocha vulcânica um dia remoto já foi lava, e essa era formada pela fusão de todos os minerais que estavam no local, e a concentração de minerais são diferentes de local para local.

De posse dessas informações, selecionei para poder trabalhar no campo a jazida que continha os mais altos teores de Fósforo,
um elemento geralmente encontrado em baixos teores nos solos brasileiros e que é importantíssimo para o desenvolvimento das raízes,
pegamento de frutos e vagens, além do aumento do peso dos frutos. Essa jazida está localizada em Limeira, na Pedreira Basalto 4, do Grupo Estrutural.


Não devemos esquecer que o trunfo principal da remineralização do solo com o basalto é que nele são contidos quase todos os elementos traços que compõe a crosta terrestre.

Para uma planta ter um metabolismo perfeito, segundo a professora Ana Maria Primavesi, uma engenheira agrônoma com mais de 80 anos de idade e uma das precursoras da remineralização do solo no Brasil, ela afirma em suas palestras e conferências que são necessários cerca 40 elementos traços para que isso aconteça.

Na agricultura convencional são aplicados basicamente 03 macro elementos (Nitrogênio, Fósforo e o Potássio) e mais alguns micro-elementos.
Em Citricultura que é minha especialidade de trabalhos no campo são aplicados mais 13 microelementos.
Ou seja, mesmo fornecendo 16 elementos nutricionais, a planta ainda fica bem longe de poder realizar seus processos metabólicos com perfeição.

E no basalto, segundo a bibliografia, são encontrados de 50 a 90 elementos traços, ou seja, é um verdadeiro mix de microelementos.
Quando aplicamos o basalto nas mais diversas espécies de plantas, praticamente todas elas respondem positivamente pela adição de
elementos no solo, e posteriormente esses elementos são distribuídos por toda a planta e transportados até os ramos,
folhas, flores, sementes e frutos.

Acho importante também ressaltar que o que fiz nesses trabalhos de campo foi apenas complementar a nutrição das plantas,
e não substituir de imediato algum insumo em uso na adubação.

Recomendo sim aos produtores convencionais a aplicação do basalto como complemento nutricional,
e na safra seguinte realizar antes do novo plantio a análise química dos solos,
a partir desse momento tomar a decisão de adicionar ou não outros insumos no novo plantio,
pois as vezes ocorre um aumento de teores de macro e microelementos que podem mesmo dispensar a utilização de certos fertilizantes.

Penso que é sempre importante realizar a análise química dos solos e fazer o planejamento da nutrição das plantas baseadas nela. Sempre bom ter um parâmetro para trabalhar. E a análise microiológica é também sempre benvinda.

 

Como os solos não desgastaram de uma hora para outra, a recuperação dos solos degradados também deve ser gradual.


Não aconselho a aplicação de altas dosagens de uma vez só de qualquer produto que seja, incluindo aí o basalto, para evitar possíveis desequilíbrios
de absorção de nutrientes e até mesmo fitotoxidez nas plantas,
embora ainda não tenha notado isso em nenhuma das áreas onde trabalhei com o basalto nas dosagens aqui observadas.

E a aplicação do basalto tem como objetivo principal a remineralização dos solos, recompondo a riqueza mineral que foi perdida durante milhares de anos pela ação da intemperização dos solos, erosão, lixiviação e mais recentemente pela exportação de nutrientes pelas culturas.

 

Limeira,SP, fevereiro de 2008.

 

 

Vejamos os resultados desse trabalho de campo:

. em cana-de-açúcar;

. em citros;

. em feijão;

. em girassol;

. em pastagens;

. em soja ;

. e em olerícolas .

 

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