O Basalto e a Remineralização dos Solos e dos Alimentos no Brasil
Efeito do Basalto Agrícola em FEIJÃO:
. Autor: Eng. Agr. Carlos Cristan
Na safra de 2004, os irmãos agricultores Renato e Gilberto Carlini, da cidade de Artur Nogueira, no Estado de São Paulo, plantaram feijão, e também utilizaram o pó de basalto na dosagem de 2 toneladas por hectare como complemento de adubação convencional.
Eles notaram que as plantas tiveram uma resistência maior em relação ao ataque de antracnose, uma doença causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum o que possibilitou a redução na aplicação de fungicidas.
Os produtores notaram que depois de colhido, o feijão tratado com basalto cozinhava mais rápido no fogão, e ficava com o caldo mais cremoso e com sabor diferenciado.
Por causa dessas características qualitativas, o feijão desses produtores passou a ser procurado pelos restaurantes da cidade, pois os clientes que lá iam fazer suas refeições também notavam as qualidades de sabor e cremosidade, e acabavam elogiando o produto para os donos dos restaurantes.
Foi realizado também a análise química dos grãos tratados com basalto em relação a testemunha.
E os resultados obtidos foram impressionantes em ralação aos teores de Ferro, elemento muito importante para evitar anemia nas crianças e adultos. Provando que a remineralização do solo proporcionou a formação de um alimento muito mais rico em minerais que o tratado convencionalmente sem basalto.
Veja os resultados da composição química encontrada nos grãos de feijão:
Elemento químico |
N
(g/kg) |
P
(g/kg) |
K
(g/kg) |
Ca
(g/kg) |
Mg
(g/kg) |
S
(g/kg) |
B
(mg/kg) |
Cu
(mg/kg) |
Fe
(mg/kg) |
Mn
(mg/kg) |
Zn
(mg/kg) |
Feijão com Basalto |
45,6 |
4,7 |
18,9 |
2,8 |
1,0 |
0,8 |
13,1 |
8,0 |
196,6 |
8,2 |
25,1 |
Feijão testemunha |
39,5 |
4,3 |
18,6 |
2,1 |
1,0 |
1,3 |
16,6 |
8,9 |
57,1 |
6,6 |
31,2 |
Diferenças porcentuais |
15,4% |
9,3% |
1,6% |
33,3% |
- |
61,5% |
26,7% |
11,25%
|
344,3%
|
24,2% |
24,3%
|
Cultivo Comercial de Feijão:
O produtor de cereais Edno de Moraes, em Santa Cruz das Palmeiras também cultivou feijão na safra de 2004.
Ele plantou feijão em duas áreas localizadas em baixadas e ambas irrigadas com pivô central, e trabalhou com a aplicação de basalto com a mesma dosagem de 2 toneladas por hectare de forma a complementar a adubação química convencional em apenas uma dessas duas áreas, e um fato interessante ocorreu.

O estudante de Agronomia Carlos Alexandre Moraes
visitando plantação de feijões de Edno de Moraes
Logo após fazer a semeadura dos feijões nas duas áreas de pivô, ocorreu uma forte chuva na região, que provocou a inundação por alguns dias nessas duas áreas.
Depois que a água da inundação baixou, a área que recebeu tratamento com basalto se desenvolveu normalmente, e na área testemunha, houve grande falha de germinação das sementes, sendo necessário fazer o replantio.
Na época da colheita, tal produtor também viu a vantagem do aumento de produtividade do basalto, pois ele chegou a produzir 20 sacos a mais por alqueire na área tratada com basalto em relação a área replantada.
Regulagem e aplicação do Basalto em pré-plantio de Feijão:
Carlos Alexandre de Moraes na época desse plantio era técnico agrícola e regulou a máquina e acompanhou a aplicação do pó de basalto extra fino, e acompanhou o desenvolvimento da lavoura até a colheita.
Veja abaixo as fotos da aplicação do basalto no campo:

Equipe de trabalho afinada para iniciar a aplicação do pó de basalto extra fino
na dosagem de 02 toneladas por hectare, em pré-plantio, ou seja, o plantio será
aplicado momentos antes da semeadura.

Como o pó de basalto extra fino é muito denso, deve-se sempre obedecer
a capacidade de limite de peso que suporta o equipamento

Lá vem o trem!

Aspecto de como fica a cobertura do pó de basalto extra fino sobre o solo
Vejamos outros resultados desse trabalho de campo:
. em cana-de-açúcar;
. em citros;
. em feijão;
. em girassol;
. em pastagens;
. em soja ;
. e em olerícolas .